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Bate-papo maravilhoso de Meir Schneider e Sylvia Lakeland


Sylvia e Meir Schneider
Sylvia_e_Meir Schneider
Meir Schneider nasceu com muitos problemas de visão, fez várias cirurgias e ficou praticamente cego aos 6, 7 anos. Aos 17 anos, mais ou menos, recuperou a visão fazendo os exercícios do Método Bates. Sylvia perdeu a visão já adulta e se curou fazendo tratamento e cursos com Meir. E pela própria cura os dois se transformaram em excelentes terapeutas de visão e de saúde total. Leia aqui o bate-papo dos dois, em São Paulo,  respondendo perguntas minhas.

Casos como os de Meir (MS) e de Sylvia (SL) são comuns como resultados de tratamento do Self-Healing?
(MS) Com certeza, sim. Até me surpreendo com os resultados que conseguimos. Às vezes existe um suspense: parece que não vai evoluir, mas de repente é como um trovão, acontece quando menos esperamos e é fantástico! A verdade é que o sucesso de nosso trabalho ocorre porque quebramos muitos tabus do que não pode ser feito, abrimos muitas portas que outros fecharam. Os resultados têm sido muito bons e seria ótimo se a ciência também se abrisse mais.E é muito bom quando não se esperam resultados e estes vêm, é muito gratificante, motivador! Se o sucesso não acontece é porque batemos numa porta fechada! O sucesso acontece além de mim, além de você.
(SL) Concordo mesmo, surpreendo-me sempre!Especialmente se o paciente está disponível e a porta está aberta, o sucesso acontece!
(MS) A sabedoria está em saber se a porta está realmente aberta e se nós estamos abertos para a idéia, sentindo que a porta pode se abrir, mesmo quando parece fechada. É trabalhar loucamente para conseguir algo onde aparentemente não há nada. Deixe-me dar um exemplo interessante: uma senhora veio me consultar com dor nos olhos, tinha um olho funcional e uma prótese, um olho falso causado por um acidente, e ela vivia na base dos remédios há anos. Não prometi que voltaria a ver, mas comecei logo a trabalhar na parte fisiológica e psicológica da dor e ela acabou por me dizer que fazia anos que não dormia tão bem, sem as pílulas.
(SL) Tenho um caso recente de um paciente que perdeu completamente a visão de um olho, após diversas cirurgias e mantinha o olho fechado. Começamos a fazer os exercícios sunning (ensolar), swinging (balanceio) e palming (empalmar) e piscamos muito. Andamos de frente e de costas no Ibirapuera e, após uma hora de trabalho, ele já estava piscando, abrindo e fechando normalmente o olho. O mais importante foi que ele começou a reagir e a sentir-se de novo vivo, integro e consciente de sua própria postura.

O que podemos sugerir para ajudar pessoas alucinadas pelo computador? Exercícios para os olhos e para o corpo em geral (sugestões dos dois, claro)
(MS) É uma questão muito importante, pois cada vez mais pessoas estão envolvidas com computadores. Algumas coisas para começar: é muito importante ficar em pé e andar de costas; deitar no chão em cima de bolas de tênis; fazer de tempos em tempos uma massagem nos olhos. É importante prestar atenção à visão periférica: cada vez mais estamos com os olhos fixos no monitor, especialmente agora que se pode conversar olhando o rosto do interlocutor na tela. Fixamos ainda mais nossa visão, e não prestamos atenção às paredes, janelas e o chão em volta. Isto é muito danoso, pois prejudica a visão e pode desenvolver glaucoma. Os médicos só conseguem reduzir a pressão nos olhos com os colírios, e nós achamos que atenção e cuidar da visão periférica podem ajudar muito nesse problema.
(SL) Temos dois tipos básicos de alucinados pelos computadores: aqueles que trabalham, têm sua atividade profissional ligada a muitas horas de uso do computador, sem opção. Para estas pessoas, a recomendação é interromper a cada vinte minutos o seu trabalho e olhar à distância, através de uma janela, para um quadro com perspectiva na parde, relaxar os músculos dos olhos fazendo os exercícios habituais de visão. Mas devem também fazer exercícios corporais e mesmo sentados podem girar o corpo, levantar as pernas, articular os pés e calcanhares. É importante perder a "vergonha" das pessoas que estão a seu lado. Elas estão tão ocupadas também que nem vêm o que se passa à volta! E se você começar a fazer os exercícios talvez elas se animem, percam a vergonha e também os façam!
O outro tipo de cibernautas são os que se perdem no mundo das informações, escondem a sua solidão e suas inseguranças passeando por horas na internet. Nestes casos é preciso recuperar o aqui e agora, voltar à objetividade e reduzir o tempo gasto ali. E também para recuperar a clareza da mente é preciso mexer o corpo, respirar, andar, mexer os ombros e a cabeça, piscar muito!
(MS) Sem dúvida, é isto mesmo e uma coisa boa a fazer é colocar um pequeno pedaço de papel (4,5m x 5cm) no nariz, entre os olhos, e ao mesmo tempo em que olha para frente à distância, abana com as mãos junto às laterais dos olhos. Isto estimula a visão periférica. Mesmo sem o papel, é ótimo abanar as mãos enquanto olha à distância. Nos intervalos para o ‘café', é muito melhor sair para um ambiente externo e fazer um pouco de sunning. A maioria das pessoas acha que não tem problema ficar diante de um monitor por mais de duas horas porque não ‘sentem' nada. Esse é o problema, o não "sentir" nada na hora, que já indica falta de percepção corporal, além do imenso cansaço do fim do dia.
Assim, deve-se descansar meio minuto para cada quinze minutos de exposição, cinco minutos para cada meia hora. Mas, depois de duas horas, é preciso mesmo levantar, sair, mexer-se, andar de costas, fazer sunning e outras coisas para os olhos e o corpo. Observem que ao retornar aos postos de trabalho, a produtividade será muito maior. Tenho visto pessoas que ficam o dia inteiro no computador, produzindo cada vez menos, e nem percebem isso.
(SL) Outro apoio pode vir dos óculos perfurados, que ajudam a relaxar a visão central e a estimular a visão periférica, especialmente em fases de excesso de trabalho.
(MS) De fato!

A miopia está aumentando muito no mundo e no Brasil já há matérias nos jornais sobre isso. O que fazer?
(MS) A razão de eu estar promovendo Cursos de Visão de Seis Dias é acreditar que é possível superar a miopia. Não temos a cultura suficiente para eliminar isto, não temos o suporte adequado da Medicina. É por isso que sou muito grato ao Jornalternativo por divulgar estas informações, e sobre o trabalho intensivo da Sylvia no Parque Ibirapuera e nas Universidades. Antes de qualquer coisa precisamos entender que o uso do computador e a própria alfabetização levam à miopia. Não nascemos míopes, ela é adquirida. Portanto, precisamos uma mudança de cultura. Para isso, é necessário atingir milhões de pessoas, fazer ampla divulgação, neste jornal e em outros, explicando que para compensar o uso excessivo dos olhos para perto precisamos olhar à distância.
Devemos regularmente tirar férias dos computadores, descansar os olhos, quanto mais, melhor. Aliás, como atualmente os computadores falam conosco, devemos aproveitar para fazer o palming (empalmar as mãos nos olhos) enquanto ouvimos.
Olhar à distância três vezes ao dia por sete minutos é quase uma fórmula para quem tem baixa miopia se livrar dela ou evitar adquiri-la. O mesmo vale dizer ao olhar de fato os ambientes, ver todos os detalhes, contornando-os, pois quando não observamos os detalhes estamos aumentando a miopia. Sair ao ar livre, tomar sol, fazer o sunning (tomar sol nos olhos, com eles fechados), enfim, precisamos criar uma nova cultura! Precisamos chegar a uma situação em que pessoas, como a Sylvia, vão às escolas ensinar crianças, jovens e adultos a utilizar os olhos de modo a nutri-los, cuidá-los e não os usar em excesso.
(SL) De fato, no momento a minha principal preocupação está nas crianças, na próxima geração! Atualmente, em países desenvolvidos, mais da metade das crianças até 12 anos têm miopia e três quartos da população tem miopia aos 18 anos.
(MS) Além do computador, também há o problema de dormir com uma luz acesa no corredor. Assim, as pupilas não têm condições de expandir e encolher: falta sol nos olhos durante o dia e há luz nos olhos à noite. Isto é muito ruim para eles!
(SL) É verdade, precisamos dormir no escuro mesmo e de dia brincar e exercitar os olhos ao ar livre. Fazer como o Meir faz com seus filhos, desde muito pequenos, muitos exercícios lúdicos ao ar livre. Assim, além de procurar divulgar este alerta sobre a miopia nas crianças, neste momento estou desenvolvendo dois projetos junto a escolas, nos quais pretendemos ensinar e conscientizar os professores desta realidade da visão para que possam educar adequadamente as crianças.
Aceitação do Self-Healing (SH) pelos pacientes e pelos médicos
(MS) É bastante complexo. Para começar, a maioria dos pacientes gosta do SH, mas o problema é que SH exige uma mudança de atitudes e hábitos do paciente, e alguns ficam irritados com o terapeuta que lhes pede isso. Por outro lado, em SH não tentamos curar a doença, mas fortalecer a pessoa para que elae se cure. Assim, ao trabalharmos com SH, o importante é nos assegurarmos que o paciente realmente deseja ser coerente e honesto com a vida que leva e que respeita e nutre o amor que recebeu ao nascer, ao aceitar a vida. E isto é muito difícil. As pessoas respeitam e seguem o médico que as orienta, até porque este dificilmente exige algum esforço delas. Esta é a dificuldade do terapeuta SH, ter de trabalhar com pouco espaço de manobra com o paciente e às vezes ver o trabalho prejudicado pela opinião de médicos.
Tenho o caso de um paciente que ficou cego após diversas cirurgias, começou sem enxergar nada. O caso era complexo: o paciente era diabético, o médico operou a catarata, com sucesso, mas, em seguida, cortaram metade de uma perna sua, prejudicando a circulação. Em seguida operaram a outra catarata e ele ficou cego deste olho. Começamos a piscar luzes no olho, o paciente começou a ver, mas o médico disse que isto não era possível e assim a terapia foi interrompida.
Hoje a situação é esta: alguns médicos apóiam o trabalho, sobretudo quando são surpreendidos com os resultados, e recomendam os pacientes a continuarem. Tudo depende da situação e nós realmente precisamos mais artigos como este para divulgar e promover o SH, para que mais pessoas possam ler e acreditar. Desta forma poderemos chegar aos médicos por novos e inusitados caminhos. O que me incomoda é o pouco interesse que a classe médica tem pelo SH. Convidamos profissionais da Universidade da Califórnia para ver, medir e acompanhar os resultados do SH, a evolução dos resultados na visão, e ninguém apareceu. Como mencionei no início, tivemos excelentes resultados no Curso do Rio de Janeiro: dos mais de 60 participantes, trinta e duas pessoas concluíram o curso na íntegra e ao terem os olhos avaliados antes e depois do curso confirmaram o sucesso, com mais visão e uma redução de fato dos seus problemas originais.
(SL) Devo dizer que o mesmo acontece comigo: muitas vezes pacientes meus que melhoram mesmo a visão, voltam aos seus médicos que dizem "estes exercícios são uma bobagem, você não melhorou nada..."
(MS) Aproveito para comentar que às vezes a forma de medir está incorreta. Nas minhas aulas recomendo sempre que as pessoas leiam o quadro dentro da sala, mas também fora, ao ar livre. É diferente! Também é importante ler na distância em que se consegue ler e ver as alterações e melhoras que se consegue nessa distância. Esta é a verdadeira melhora! O que não quer dizer uma melhora no quadro padrão do oftalmologista, o de seis metros! Mas a melhora existe! É verdadeira! Qualquer melhora é importante. Similar à situação da visão, com meus clientes com problemas de distrofia muscular é importante ter duas medidas de avaliação: comparando performances corporais ao padrão geral e comparando com a sua capacidade inicial e potencial de melhora! O importante é identificar esta melhora real e trabalhar com ela!

Exercícios para enfrentar a crise (não para os especuladores, apenas. Mas para as pessoas que têm pouco a ver com a tal 'crise' e já acham que vão morrer de fome)
(MS) Deitar nas costas, colocar as mãos no abdômen, respirar profundamente e visualizar expansão. O que ocorre na vida é que há coisas demais acontecendo e muitas coisas não estão resultando bem. Um caso que menciono no meu livro Movimento para a Autocura fala de se conseguir um momento de calma num momento de crise. Quando você diminui a ansiedade, com uma longa massagem na cabeça e no abdômen, por exemplo, você trabalha melhor e o problema do momento se resolve...
(SL) É isto mesmo, saber onde você está, ter o momento de consciência do aqui agora e se deixar massagear para se acalmar, liberar a ansiedade e voltar a sentir-se mais alerta da sua realidade, do seu momento.
(MS) Mais uma vez, repito: a idéia é sentir a expansão. Você é maior do que seus problemas.

Próximos cursos e atendimento no Brasil
(MS) Datas e calendário completo podem ser consultados no site: www.self-healing.org.br
(SL) Além das tradicionais aulas gratuitas no Portão 7 do Parque Ibirapuera, em São Paulo, todas as terças e quintas-feiras, das 8h45 às 10h, está agendado de 6 a 13 de Dezembro/2009, os Princípios da Melhora Natural da Visão - Um Programa Divertido Com Exercícios de Yoga Para os Olhos, na Montanha Encantada, em Garopaba. Clique aqui e veja a programação.

Comentários finais
(MS) Que conversa agradável, esta entrevista foi muito interessante e importante. Sylvia e Roberto, muito obrigado!
(SL) Estar e partilhar entrevistas com Meir são sempre grandes experiências: estamos sempre aprendendo! Vamos repetir! Obrigada Meir, obrigada Roberto.
  

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