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"A imaginação é mais importante do que o conhecimento" (Einstein)

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Neurônios em forma, olhos também

"Não há maior sinal de loucura do que fazer a mesma coisa sempre e esperar a cada vez um resultado diferente" (Einstein).

E agora vamos brincar um pouco. Brincar de fazer coisas diferentes, pois, como disse o Einstein aí em cima, fazendo sempre as mesmas coisas vamos obter os mesmos resultados sempre. E talvez não se saia muito do lugar.
Em primeiro lugar, você sabia que tem um olho predominante? Você e praticamente todas as pessoas, mesmo as de visão perfeita, têm um olho predominante e um olho um pouco preguiçoso. Como acontece com as mãos, os pés, um lado inteiro do corpo e até mesmo com o cérebro.
Normalmente, o olho predominante é o que enxerga melhor, mas nem sempre é assim. Como é o olho que usamos mais, muitas vezes ele se desgasta mais. Mas, talvez pelo hábito, continua predominando.
Para descobrir seu olho predominante, faça este exercício: olhe para algum ponto, qualquer objeto pequeno, a 3 ou 4 metros de você. Faça um triângulo com os dedos polegares e indicadores, coloque esse triângulo na frente de seus olhos e procure centralizar o ponto observado bem no meio do triângulo formado pelos dedos.
Agora, feche um dos olhos e observe o ponto. Continua no centro do triângulo? Agora feche o outro olho e observe. O ponto sumiu? Você só vê a sua mão? Peça para alguém lhe dizer a posição correta do triângulo em relação aos seus olhos. Ou, sem tirar os dedos de onde estão, dê uma olhada num espelho.
Pois é, a gente pensa que o triângulo está entre os dois olhos, mas não está. Automaticamente nós fazemos o triângulo na frente do olho predominante. Por isso é que quando você fecha esse olho ou só vê a mão, ou o objeto observado fica bem deslocado do centro do triângulo.
Parece difícil, mas é bem fácil. Experimente e descubra seu olho predominante. A partir daí, faça um pouco mais de exercícios usando apenas o olho preguiçoso (usando um tapa-olho, por exemplo). Mas não esqueça do olho predominante, que também precisa ser exercitado sempre.
Nós enxergamos de fato com o cérebro, os olhos são apenas o instrumento (mas que instrumento!). E enxergamos principalmente com a memória e a imaginação. Então, o funcionamento dos neurônios é fundamental para a saúde dos olhos, exatamente porque é fundamental para a conservação da memória e para o desenvolvimento da imaginação.
Embora não haja pesquisa que realmente comprove o fato, já é uma ‘verdade consagrada' que nós temos ‘dois' cérebros, um intuitivo e um racional. Já para o professor Waldemar di Gregori, nós temos de fato ‘três' cérebros, e o terceiro é o reptiliano, nosso primeiro cérebro, e que é o cérebro prático, aquele que garantiu nossa sobrevivência e evolução até hoje. E que fica na parte detrás da cabeça, na ligação entre pescoço e a nuca (pelo lado de dentro, claro).
Facilitando as coisas, vamos a alguns exemplos: poetas, músicos, artistas em geral têm o lado direito do cérebro, o intuitivo, mais desenvolvido. Mas normalmente não são lá muito racionais e muito menos práticos.
Os intelectuais, os filósofos usam muito mais o lado esquerdo, porque são lógicos, racionais. Intuição não é normalmente o forte deles e muito menos a praticidade.
E sabe quem tem o cérebro prático muito bem desenvolvido? Os grandes empresários, os generais e os políticos. E quem é mesmo que manda no mundo? Poetas? Filósofos?
Então, para ter melhor saúde nos olhos, no corpo inteiro - e também no bolso - o ideal é desenvolver mais ou menos igualmente os três cérebros. Sabe como? Com exercícios muito simples. Aí vão alguns deles, vários usando basicamente as mãos, porque elas têm um espaço reflexológico no cérebro maior do que qualquer outra parte do corpo, à exceção dos lábios. Então, trabalhando com as mãos, principalmente fazendo coisas diferentes do que elas estão acostumadas a fazer, você vai forçar os neurônios a trabalharem bem mais e a criarem muitas novas sinapses, as ligações entre os neurônios, que definem de fato o melhor funcionamento do cérebro. Porque não adianta ter mais neurônios (os homens têm mais neurônios do que as mulheres, e nem por isso são mais inteligentes do que elas), o que importa é ter mais ligações entre eles. Então, vamos à luta para criar mais sinapses.
Antes, mais algumas observações sobre nosso cérebro, pelo menos algumas que estão valendo hoje (as verdades científicas e definitivas sobre o cérebro são as que saem mais rapidamente de ‘moda'). Além de ter mais neurônios, os cérebros masculinos são maiores dos que os femininos. Em contrapartida, eles diminuem de tamanho mais rapidamente do que os das mulheres, e aí pelos 60 e poucos anos eles empatam de tamanho.
Mas as mulheres têm o corpo caloso que divide os dois hemisférios cerebrais mais fino, ao que parece porque elas entram na puberdade mais cedo. E como trabalham melhor com as duas partes do cérebro do que os homens, porque as informações de um lado passam para o outro lado com mais facilidade. E os homens, aqui entre nós, são aqueles cabeças duras, ou muito racionais, ou muito criativos, raramente as duas coisas juntas.
Muito interessante também é a análise do funcionamento do cérebro numa situação de perigo aparente. O corpo percebe alguma coisa e informa o sistema límbico (que cuida das emoções) e este imediatamente passa a mensagem para o neo-córtex (parte racional), tipo Perigo! Perigo! O neo-córtex analisa a situação muito rapidamente e manda a ordem para o corpo inteiro: Fique com medo, com muito medo! As supra-renais recebem a informação e descarregam adrenalina no corpo. E aí os olhos se arregalam, para ver melhor, o coração bate mais rápido, para irrigar o corpo com o sangue mais rapidamente, os músculos se enrijecem, a digestão fica parada, para que toda a nossa energia fique à disposição dos músculos. Para então tomar a difícil decisão: lutar ou correr!
Foi assim que chegamos até aqui, enfrentando bichos bem maiores e mais fortes do que nós. E agora gastamos esse maravilhoso funcionamento cerebral em brigas ridículas de trânsito e outras idiotices. E como o cérebro é meio padronizado, meio óbvio, ele reage como se houvesse uma situação de perigo real e o processo acontece por inteiro. E essa é uma das principais causas do estresse que a maioria das pessoas enfrenta no dia-a-dia, já que normalmente não há a reação de correr ou de lutar, que exaure a adrenalina e outros hormônios liberados na corrente sanguínea.

Exercícios neuróbicos

1. Leitura com o livro de cabeça para baixo, como explicamos páginas atrás. Este exercício é bom para o cérebro e para os olhos, como vários dos exercícios seguintes.
2. Ler no espelho. Exige bastante paciência, mas é muito engraçado. Pegue um livro ou jornal (até que enfim achei uma utilidade para os jornais modernos!), coloque em frente a um espelho (se tiver um de mão, fica mais fácil e você pode fazer o exercício sentado) e tente ler. Ah, ah, ah, difícil, não é? Mas aos pouquinhos você consegue. Enquanto isso, sorria e relaxe. E continue tentando.
3. Agora, pegue uma folha de papel, um lápis ou caneta e escreva seu nome normalmente, algumas vezes. E agora você vai escrever seu nome normalmente, só que com a outra mão. Não se preocupe, nem se assuste, você sabe escrever com as duas mãos. E não tem problema se a letra não sair muito bonitinha.
Novamente volte o lápis para a mão mais ‘jeitosa' e continue a escrever seu nome, só que desta vez do lado direito para a esquerda e com as letras invertidas. Para saber se está saindo correto, vire a folha de papel, coloque-a contra a luz e veja se a escrita está correta. Se ainda não saiu certo, não tem importância, continue escrevendo e logo estará perfeito.
Passe o lápis para a mão não dominante outra vez e faça a mesma coisa: seu nome, da direta para a esquerda, e com letras invertidas para ler do outro lado, contra a luz. Essa é a escrita espalhada, ou seja, colocando a folha de papel na frente do espelho você lê como escrita normal.
Mude de mão novamente e escreva de cabeça para baixo. Quer dizer, quando você vira a folha de cabeça para baixo você lê normalmente. As crianças fazem isso com facilidade na escola, para conversar com a amiga da carteira da frente ou do lado. Experimente, não é difícil. Você pode fazer isso e muitas coisas mais. Basta que você se autorize mentalmente a fazer isso. E assim você começará a quebrar algumas das programações que colocaram em sua cabeça.
Todos os exercícios devem ser feitos com as duas mãos, primeiro a ‘boa' e depois a outra. Até que as duas fiquem igualmente boas.
E agora pegue mais um lápis que vamos escrever com as duas mãos. Por enquanto o mesmo texto, mais para frente, quem sabe? Então, comece escrevendo seu nome com as duas mãos, no mesmo sentido, sem problemas. E depois comece a variar: uma das mãos escreve no sentido normal e a outra escreve espelhado. Troque as mãos, uma escreve normal e a outra de cabeça para baixo. E vá em frente. Auto-autorize-se - "Eu me autorizo a fazer estes exercícios" - como diz o professor Waldemar de Gregori, criador destes exercícios, e você vai conseguir fazer tudo isso e muito mais. Coisas que hoje você nem acredita. É só tentar, é só praticar, e se autorizar.
Depois, escreva outras frases e varie à vontade, quem sabe se você não consegue escrever uma frase com uma das mãos e outra frase com a outra. Antes de duvidar, experimente. Sempre se auto-autorizando, você vai ampliar extraordinariamente os seus limites, ou o que você achava que eram seus limites.
4. E agora vamos fazer mais ou menos a mesma coisa só que desenhando. O quê, você não sabe desenhar? Sabe sim, é que disseram para você que você não sabia e você acreditou.
Desenhe um rosto, com a mão dominante, depois, com a mão torta. E vá variando sempre, fazendo um rosto masculino virado para um lado e um feminino para o outro. Cabeça para cima, cabeça para baixo. Rostos e corpos, e árvores, e casas, e pássaros... Com uma mão e com a outra, de um jeito e de outro... E agora desenhando com as duas mãos. Crie, invente, solte-se, autorize-se e observe as sensações no seu cérebro. Ele não está mais solto, mais leve? Nosso cérebro adora novidades, para sair do automático. E perceba também como seus olhos, seu rosto, seu pescoço, seus ombros, enfim todo o seu corpo está mais relaxado.
É porque você utilizou mais o cérebro direito, o cérebro do riso, do humor, da criatividade, da expressão artística, do relaxamento e dos relacionamentos, das ondas alfa, enfim o seu cérebro sensitivo. Você é um sensitivo, sabia? Praticante ou latente, já que com a escola você passou a usar muito mais o cérebro esquerdo, o intelectual, da compreensão e das normas, dos números e das medidas etc., e perdeu um pouco da sensibilidade natural do cérebro direito. Mas praticando esses exercícios engraçados e autorizando-se você voltará a ser um sensitivo. Todo mundo é, por que você não seria?
Estamos apresentando aqui diversos exercícios para mexer com seus neurônios, mas você não precisa praticá-los todos num dia só. Um pouco hoje, um pouco amanhã, é o ideal.
5. Pentear os cabelos com o pente ou a escova na mão menos ágil. Escovar os dentes com a escova na mão mais bobinha. Comer com a mão trocada. Enfim, você é o seu mestre e você é quem vai começar a criar seus exercícios.
6. Tomar banho de olhos fechados. Andar no escuro. Mudar o caminho, de carro ou andando a pé. Enfim, comece a criar seus exercícios de neuróbica, porque isso também já é um exercício.
7. E existem algumas práticas que funcionam como exercícios de neuróbica e também como exercícios físicos. Por exemplo, andar para trás, andar de lado, engatinhar, arrastar-se no chão, rolar no chão... Porque além de criar novas sinapses, você vai utilizar músculos que normalmente não usa e relaxar outros que são excessivamente usados.
8. ‘Sentindo' o cérebro. Sentindo o corpo.
Agora se sente confortavelmente no chão ou numa cadeira de assento reto e pouco flexível, madeira de preferência. Respire conscientemente algumas vezes, procurando alongar um pouco a expiração e deixando a inspiração normal.
Feche os olhos e imagine o seu cérebro. Lado direito, lado esquerdo, parte central e traseira. Sinta ou apenas imagine como seu cérebro está funcionando. Fixe a atenção no olho esquerdo durante alguns segundos. E suba a atenção para o lado esquerdo do cérebro. Agora coloque a atenção no olho direito, e depois de um tempinho suba a atenção para o lado direito do cérebro. Reveze a atenção entre os dois hemisférios cerebrais, esquerdo, direito, direito, esquerdo. Agora visualize o número 1 do lado direito do cérebro e a letra A do lado esquerdo. E prossiga, 2 no direito, B no esquerdo, 3 no direito, C no esquerdo, e prossiga até acabar o abecedário.
Agora inverta, imagine as letras no lado direito e os números no esquerdo, sem pressa, fazendo a seqüência toda, sempre começando com as letras.
Relaxe e sinta como está seu cérebro. Mais leve? Maior? Mais vivo? Segundo a ciência, ninguém consegue sentir o cérebro, então você não pode estar sentindo nada. Ou pode? Autorize-se e tire suas conclusões. Não deixe nem mesmo a ciência programar sua cabeça. Até porque a ciência também muda bastante de opinião. O pediatra da minha filha dizia sempre: A Medicina é a ciência que tem as ‘verdades definitivas' de vida mais curta."
E vá variando a ‘brincadeira', que é um ótimo relaxamento para a mente e para o corpo, colocando os números no lado esquerdo do cérebro e as letras no pé direito, no cérebro e no quadril, sempre de lado trocado, e assim por diante, mas sempre variando.
Experimente também fazer com a parte posterior da cabeça, onde está o cérebro reptiliano, o primeiro que tivemos e que cuida da vida prática, da sobrevivência em todos os sentidos.
Cérebro direito, parte posterior esquerda da cabeça etc. etc.
Para o lado esquerdo do cérebro, os exercícios são mais conhecidos: leitura, escrever, cinema, palavras cruzadas, sudoku e por aí afora.
E para o cérebro prático, para ajudar a prosperidade financeira? Aí você vai ter que trabalhar com mãos também, mas com utilidade definida. Fazer os consertos de casa, por exemplo (se você não ficar mais prático, sua mulher, pelo menos, vai ficar mais satisfeita. E você mais próspero, quanto mais não seja pela economia feita). Jardinagem, marcenaria, enfim qualquer hobby que utilize as mãos de uma maneira prática e construindo coisas úteis.
Botões Cerebrais
No livro Ginástica Cerebral, Paul e Gail Denison apresentam exercícios para ativar o funcionamento cerebral e também pontos que quando energizados aceleram o raciocínio e a captação de novas informações.
O exercício principal é fazer movimentos cruzados, por exemplo: engatinhar (no chão mesmo, experimente, você vai gostar); levantar o braço direito e a perna esquerda ao mesmo tempo, e depois inverter; pular naquele ritmo de criança batendo com a mão direita no joelho esquerdo e vice-versa; levantar o pé atrás e tocá-lo com a mão oposta etc.
Crie também exercícios para fazer deitado, por exemplo, tocando com o cotovelo esquerdo no joelho direito e invertendo (para facilitar, deixe os pés no chão, joelhos levantados e coloque as mãos sob a nuca. Levante a cabeça e leve um dos cotovelos ao joelho oposto, que também se ergue em direção à cabeça).
Feldenkrais também propôs muitos exercícios invertidos, inclusive aqueles que o corpo gira para um lado e os olhos vão para o outro lado. Experimente, eles são ótimos para o corpo em geral e para os olhos em particular.
E agora experimente os botões cerebrais dos Denison:
Botões de Visão: Para fazer antes de leitura prolongada ou de ficar muito tempo no computador.
1. Pressione ligeiramente a região logo abaixo do umbigo com uma das mãos e coloque a outra na parte de cima do peito, logo abaixo da clavícula, com o polegar e o dedo do meio bem afastados (você vai encontrar aí dois pequenos ‘buraquinho'), pressionando e girando no sentido horário, cerca de um minuto e meio. Troque as mãos e repita o exercício.
2. Desenhe um oito deitado, como o símbolo do infinito, com a ponta do dedo indicador e siga o movimento com os olhos, sem mover a cabeça. Aumente o oito e continue seguindo o movimento com os olhos. Cansando, troque de mão, e continue o exercício por 3 minutos.
Botões do equilíbrio: Para manter o corpo relaxado e a mente atenta.
Coloque uma das mãos logo abaixo do umbigo e dois ou tres dedos da outra mão sobre a reentrância de um dos lados da base do crânio. Após um minuto, troque as mãos e os lados e fique mais um minuto. Respire com consciência, procurando elevar a energia da região do períneo para a cabeça.
Botões espaciais: Para desanuviar a cabeça e tomar decisões importantes.
Coloque dois dedos logo acima do lábio superior e descanse a outra mão no osso sacro. Faça um minuto, respirando e puxando a energia pela coluna vertebral. Inverta as mãos e faça mais um minuto.
 


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Sylvia


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