"Criança cria, adulto adultera" (Edson Hiroshi)

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 O Velhinho que ensinava cambalhotas
(esta história é dedicada ao Prof. José Antonio Filla)

João Carlos Soares

Cambolhota

Era uma vez um velhinho.
O que ele sabia fazer de melhor, era ensinar a dar cambalhotas à aquele quisesse aprender.

Um dia ele chegou a uma cidade triste e fria e achou que aquele era um bom lugar para ensinar sua arte.
Na manhã seguinte, colocou em frente a sua casa uma placa dizendo:

ENSINA-SE CAMBALHOTAS.

E, como era de se esperar, como em toda cidade pequena, logo as pessoas começaram a comentar.
Alguns comentários eram desconfiados, outros suspeitos, ou tortos, ou irônicos. Alguns eram até maldosos. Pouco a pouco o disse me disse começou a se espalhar: a partir daí tudo que acontecia - até mesmo os problemas mais idiotas - era culpa do velhinho que ensinava cambalhotas!

Mesmo sem contar com a simpatia da cidade, o velhinho aguardava pacientemente seu primeiro aluno.
Passaram-se dias, meses, e depois de muito esperar - quando a cidade arrumou algo novo para comentar - surgiu seu primeiro aluno.

Era um menino fraquinho, franzino que pediu para o pai lhe ensinar. O pai bem que tentou, mas não lembrava mais como era (não se lembrava sequer se já havia aprendido!). Junto com o filho, se matriculou naquele mesmo dia.

Em pouco tempo o velhinho ensinou pai e filho vários estilos! De frente, de costas, de lado, e outros que eu nem imagino!

Para surpresa de todos, aquele menino triste, fraco e franzino foi ficando forte, inteligente e sorridente. E quando alguém perguntava o que havia acontecido com o menino, pai e filho respondiam com variadas cambalhotas!

Passaram a dar cambalhotas... nas praças, na saída da missa, nas filas do supermercado. Até nos discursos inacabáveis do político que, em pouco tempo, deixou de achar aquilo esquisito! E COMO FELICIDADE É COISA QUE CONTAGIA, logo a cidade foi caindo naquela alegria!

No curso de cambalhotas, muitos foram se matriculando, e chegou a formar filas!

O bondoso velhinho ensinava a todos amorosamente: gira daqui, gira dali, cai para cá, cai para lá, cambalhotas pra frente, pra trás, de lado, cambalhotas com paradinha no ar!
Cambalhotas risonhas, cambalhotas com poemas, cambalhotas filosofais, e qualquer cambalhota que você quiser inventar!

Aconteceu que um dia, o Sr João, ao dar sua cambalhota, teve uma grande inspiração: também quis ajudar a cidade com o que de melhor sabia. Logo, logo anunciou:

- A partir de hoje, quem quiser aprender violão é só aparecer em meu portão!

Todos adoraram a idéia, e sentiram aquela inspiração!

E COMO FELICIDADE É COISA QUE CONTAGIA...:

Ao cair de sua cambalhota inspirada, dona Muriella exclamou:

- Quem quiser aprender aquarelas, é só bater na minha janela!

Todos adoraram aquela maravilhosa idéia de dona Muriella.

Nesse momento, todo o encantamento pela vida pairava sobre o ar da cidade!

Antônio, o jardineiro, pensando no que poderia oferecer quase fundiu a cuca. Mas, como mágica, ao cair de sua cambalhota a resposta veio batuta:

- Quem quiser aprender a cultivar orquídeas, é só aparecer em minha estufa!

Dona Filomena - famosa por ser grande fofoqueira - ao cair de sua cambalhota também teve sua inspiração. E passou a sair todos os dias a catar bonecas e brinquedos quebrados. Ninguém questionou aquela inspiração e, no natal, surgiu a revelação... As crianças carentes ficaram contentes com a cara de seus novos presentes.

O médico Orlando começou a conversar com os pacientes, e ao invés de cortar e operar, muitas vezes mandou meditar ou tomar chá!

Até mesmo o prefeito, dando suas cambalhotas, foi tendo idéias estranhas e maravilhosas: decretou o Dia do Abraço, no qual - ao invés de ir trabalhar - as pessoas iam para a praça dar abraços, conversar, paquerar e até namorar...

De todos os lados chegavam pessoas, turistas, artistas... E todos queriam aquele lugar conhecer.

Dia após dia a cidade foi ficando mais bonita. Nas casas, as televisões não estavam mais sempre ligadas e seu barulho foi substituído pelo som dos violões e das risadas! As paredes perderam seus relógios e ganharam aquarelas; orquídeas enfeitavam o parapeito das janelas. As pessoas se encontravam para conversar, recitar poemas, contar histórias e inventar. Inventando e recriando, foram transformando a vida da pequena cidade.

E COMO A VIDA É COISA QUE CONTAGIA, nasceu dali a cidade mais feliz da qual já se ouviu falar.

Tudo porque um dia, alguém resolveu compartilhar o que de melhor sabia: a arte de dar cambalhotas e toda sabedoria que ela continha.

Serviço: Para ler outros textos, acesse www.yogacomhistorias.com.br

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GAYÁTRI MANTRA

OM BHÚR BHUVA SVÁHA
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

"O ETERNO INUNDA TODAS AS COISAS ENTRE O CÉU E A TERRA
E ABENÇOA AQUELES QUE LIVRES CAMINHAM PELO MEIO.
NESTE MOMENTO, NOS COLOCAMOS SOB SUA EMANAÇÃO
E PEDIMOS QUE SEU EXPLENDOR ILUMINE A NOSSA MENTE".
(Prof. José Antonio)

 1. OM - JNANA MUDRA

Significado: sabedoria, conhecimento supremo Instruções: unir as pontas do polegar e do dedo  indicador e esticar os outros dedos.

Benefício: estimula a concentração e o fluxo de prana   por todo o corpo. Ajuda a eliminar padrões de pensamentos recorrentes.

Especialmente indicado para: medo, ansiedade, mente dispersa e todos os tipos de estresse.

 2. BHÚR - ADHI MUDRA 

Significado: energia primordial

Instruções: dobre os dedos em volta dos polegares, formando um punho suave com os polegares para dentro.

Benefício: suavizante, calmante para todo o sistema nervoso.

  3. BHUVA - VAJRA PRADAMA MUDRA

Significado: confiança inabalável

Instruções: entrelace os dedos na frente do peito com as palmas das mãos voltadas para o coração e os polegares voltados para cima. Abra as mãos como se fosse separá-las, criando um suave alongamento nos dedos.

 

Benefício: incute confiança, segurança e interconexão. Abre e massageia o coração.

Especialmente indicado para: medo, ansiedade, falta de autoconfiança, traumas e perdas.

 4. SVÁHA - KALI MUDRA

Significado: deusa da transformação.

Instruções: entrelace todos os dedos, inclusive os polegares, estique os dedos indicadores e suavemente pressione as suas ‘almofadinhas’, uma de encontro à outra, apontando para cima.

Benefício: direciona energia até os chakras superiores para o despertar espiritual e a purificação.

Especialmente indicado para: emoções negativas e padrões de pensamentos arraigados.

 5. TAT - SHIVALINGAN MUDRA

Significado: força criativa sagrada.

Instruções: coloque sua mão direita, com o polegar estendido para cima, na palma da mão esquerda, que deve estar levemente côncava.

Benefício: energiza e centraliza todo o ser. Dá a sensação de fé, confiança, conexão profunda com o poder pessoal e de ficar impassível diante de qualquer obstáculo.

Especialmente indicado para: letargia, falta de entusiasmo, depressão, distúrbios do déficit de atenção.

 6. SAVITUR - VISHUDDHA MUDRA

 

Significado: purificação

Instruções: pressione as pontas dos polegares nos lados das articulações mais baixas dos dedos anulares. Estique os outros dedos e deixe-os afastados, uns dos outros.

Benefício: ativa o centro da garganta e facilita a purificação e a desintoxicação nos níveis físico, emocional e espiritual.

Especialmente indicado para: hipertensão, derrame cerebral e hipertiroidismo.

 7. VARENYAM - PUSHPAPUTA MUDRA

 

Significado: oferenda de flores, entrega, doação.

Instruções: com as mãos unidas em forma de concha, junte as pontas dos dedos mínimos e dos anulares. As mãos formam uma tigela rasa, como se estivesse segurando e oferecendo amavelmente um presente de flores.

Benefício: gera compaixão, generosidade, abertura e liberalidade. Reduz o medo da doação.

Especialmente indicado para: aqueles que têm dificuldade de doação.

 8. BHARGO - PADMA MUDRA

Significado: Flor de Lótus

Instruções: comece com as mãos unidas e, mantendo as pontas dos dedos mínimos, dos polegares e a base das palmas das mãos unidas, separe bem os dedos anulares, médios e indicadores para dar a forma de uma flor de lótus abrindo suas pétalas. Perceba a luz e a energia ascendendo de dentro da flor..

Benefício: abre e integra o corpo, a mente e o espírito. Leva a energia do coração até os chakras superiores.

Especialmente indicado para: curar o coração de todas as feridas da vida.

 9. DEVASYA - MANDALA MUDRA

Significado: círculo de totalidade.

Instruções: coloque a mão esquerda em forma de concha. Repouse os dedos direitos, em forma de concha, sobre os dedos da mão esquerda. Uma as pontas dos polegares, formando uma figura oval. Sinta o circuito de energia entre os polegares expandindo-se por toda a área oval.

Benefício: invoca um estado de absorção mental e a experiência do Eu como um todo.

Especialmente indicado para: Todos.

 10. DHIMAHI - DHYANA MUDRA II

 Significado: meditação.

Instruções: coloque a mão esquerda em forma de concha sobre seu colo. Repouse os dedos direitos em forma de concha sobre os dedos da mão esquerda. Uma as pontas dos polegares formando uma figura oval e erga os dedos indicadores até que toquem os polegares, unindo as articulações superiores e médias.

Benefício: expande energia e sensações durante a meditação, removendo a letargia e auxiliando a purificar a mente e as emoções.

Especialmente indicado para: letargia, sonolência, emoções reprimidas e bloqueadas.

 11. DHIYO - SAMPUTA MUDRA

Significado: tesouro sagrado escondido.

Instruções: faça conchas com as mãos e coloque a mão esquerda por baixo da direita, encostando uma palma de encontro à outra. Crie um espaço oco e protegido entre as mãos. Sinta a energia ali contida.

Benefício: gera um sentimento de respeito pelo tesouro espiritual contido dentro de cada um, gera um estado de profunda calma.

Especialmente indicado para: aqueles com dificuldade de estabelecer o equilíbrio entre o dar e o receber.

 12. YO NAH - GARUDA MUDRA 

Significado: Pássaro mítico.

Instruções: cruze os pulsos na frente do peito com o braço esquerdo na frente do braço direito e as palmas das mãos voltadas para o coração.  Enganche os polegares, passando o direito pela frente do esquerdo, para dar o formato de asas. Os dedos podem ficar abertos ou mantidos levemente unidos.

Benefício: liberdade, fronteiras ilimitadas. Equilibra os lados do corpo e os órgãos duplos. Abre a parte posterior do coração.

Especialmente indicado para: sentimentos de constrição e de empacamento na vida.

 13. PRACHODAYAT - ANJALI MUDRA

Significado: Invocação.

Instruções: Uma as mãos na frente do coração. Deixe um pequeno espaço vazio entre as palmas. Perceba o contato entre cada um dos dedos e também o contato na base das palmas das mãos. Os antebraços movem-se suavemente para uma posição paralela ao solo.

Benefício: Invoca o espírito dentro de nós mesmos e daqueles com quem nos encontramos. O espaço vazio significa nossa natureza espiritual suprema, que é repleta e vazia ao mesmo tempo.

Especialmente indicado para: Medo, ansiedade, desequilíbrio imunológico, cardiopatias. 



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